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Dançando no paraíso (Top Hat)

Você pode encontrar essa música interpretada por Ella Fitzgerald e Louis Armstrong no post inaugural que fiz para este blog que a propósito, deriva de uma postagem originalmente feita pelo Marcelo Tass.

Agora é hora de ver isso "em ação". Trata-se aqui do clássico Top Hat, estrelado por Fred Astaire e Ginger Rogers em 1935.

Tenho amigos que me chamam de velho. Sinceramente não acho que seja assim, apesar do interesse aqui representado. Tenho gosto por coisas diversas, mais contemporâneas, ou até mesmo modernas, mas mesmo tendo nascido muito depois dessa época retratada aqui, não tem me faltado sensibilidade pra me emocionar com coisas assim.

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A Teoria dos Jogos está em todos os momentos da sua vida


Já há algum tempo venho lendo eventualmente notas e matérias sobre a intrigante "Teoria dos Jogos". Por exemplo, recentemente a Revista Veja entrevistou em suas Páginas Amarelas, o matemático israelense, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2005, Robert Aumann, o qual se utiliza dessa teoria para analisar o conflito no Oriente Médio.

Pois bem, através deste post, compartilho com vocês uma resenha do livro de Len Fisher, intitulado "Rock, Paper, Scissors" que trata da aplicação dessa teoria no nosso dia-a-dia.

Eu andava cheio de dúvidas e incompreensão à esse respeito, mas acho que com essa leitura, assim como eu, você também tomará pelo menos conhecimento do que se trata.

A teoria dos jogos explica muitos dos mistérios da vida e fornece uma maneira de entender tudo, de disputas internas a confrontos militares. Essa teoria está baseada em muito mais do que apenas a competição. Na verdade, a cooperação pode ser a resposta ideal em alguns jogos. Indivíduos, grupos e nações inteiras podem contornar algumas armadilhas na teoria dos jogos mantendo-se juntos, evitando que a concorrência destrutiva se intensifique.

Um dos padrões destrutivos mais famosos na teoria dos jogos é conhecido como "A Tragédia dos Comuns". O teórico Game Garrett Hardin divulgou este padrão em 1968, usando o exemplo de terras de pastagem que vários pastores de gado compartilhavam. Cada pastor poderia fazer um lucro extra permitindo que mais animais fizessem uso do pasto. Mas se todos os pastores fizessem isso, o pasto seria sobre-usado e a terra poderia ficar estéril. A Tragédia dos Comuns também explica por que colheres podem desaparecer da sala do café de uma empresa. Cada funcionário que pega uma colher da sala do café, têm com isso uma conveniência, sem nenhum custo. Mas, é claro, quando todos pegam uma colher, não fica restando nenhuma no final do dia. Esta teoria também lança luz sobre questões tão graves como os conflitos internacionais sobre o aquecimento global. Cada país pode usufruir de alguns benefícios econômicos com a queima de combustíveis fósseis, sem restrição. No entanto, se todo país fizer isso, as conseqüências globais serão desastrosas para todos.

Sete dilemas da teoria dos jogos são especialmente perigosos para os jogadores, e pode ter consequências nacionais ou internacionais:

1. "O Dilema do Prisioneiro" está presente no trabalho quando a cooperação poderia beneficiar duas partes, mas cada uma age de forma independente, minando qualquer impulso em direção a uma aliança. O matemático americano John Nash, tema do filme Uma Mente Brilhante, ganhou o Prêmio Nobel por ter descoberto a armadilha desse dilema. Para entender melhor, imagine dois homens caminhando em direção ao outro em uma calçada larga o suficiente apenas para um deles. Se os dois homens dessem um passinho pro lado, os dois poderiam passar. No entanto, nenhum deles pode mudar a sua posição sem causar um impasse. Comunicação e cooperação pode ajudar as pessoas a evitar a armadilha do "Equilíbrio de Nash".

2. A "Tragédia dos Comuns" é semelhante ao Dilema do Prisioneiro, exceto pelo fato de que esta envolve mais do que duas partes.

3. O "Individualista" pode levar à perda de recursos compartilhados. Os indivíduos podem ser capazes de desfrutar de um recurso da comunidade sem pagar por isso. Mas se ninguém pagar voluntariamente por esse recurso, em vez de se manter individualista, os recursos vão se esgotar.

4. No "Voluntariado", um grupo inteiro pode sofrer uma perda de um membro a menos que voluntariamente façam um esforço e um sacrifício, mas o problema é que ninguém quer ser o primeiro a agir.

5. Em um dilema chamado "A Caça ao Veado", um grupo pode ganhar uma grande recompensa se todos os membros cooperarem entre si. No entanto, os membros podem optar por perseguir recompensas menores, mas mais seguras e individuais e por fim se recusar a cooperar.

6. "Galinha" ou "Malabarismos Políticos" é um jogo que puxa duas partes para a beira de um conflito. Uma parte deve ser a primeira a se retirar ou ambas as partes terão de enfrentar uma perda catastrófica. Em alguns casos, nenhum partido está disposto a recuar. Em outros casos, as ameaças de perdas provocadas por um partido pode ser o suficiente para desencorajar a outra parte a se envolver no conflito. Por exemplo, você poderia fazer uma ameaça de que é tão perigoso que, mesmo se houver apenas uma pequena chance de se materializar, a equação de probabilidade global torna racional para a outra parte deixar o conflito, e não você.

7. A "Batalha dos Sexos" é um dilema para os homens e mulheres que desejam desfrutar de suas intimidades mutuamente, mas ao invés de as explorarem, preferem buscar outras alternativas.

Vejam mais algumas afirmações do escritor:

"A teoria dos jogos está em tudo o que nos cerca. Apesar do nome, não é apenas sobre os jogos- é sobre as estratégias que utilizamos todos os dias em nossas interações com outras pessoas."

"Em muitas áreas da vida, deixe os fortes entrarem em combate primeiro para depois decidir participar do conflito"

"Para produzir harmonia e cooperação em um conflito, desentendimento ou discórdia ... introduza uma pessoa ainda mais discordante sobre a situação."

"Um dos maiores incentivos para a cooperação é saber que você terá de interagir com a outra parte novamente no futuro."

"Infelizmente, no mundo adulto, ciclos de retaliação e represálias pode levar a conseqüências mais graves, incluindo o divórcio desarrumado, a violência sectária em curso, o terrorismo e a guerra."

"O senso de justiça parece estar profundamente enraizado em nossa psique e pode ter origem em nossa evolução histórica."
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O domingo é sagrado

Tenho um grande amigo chamado Pimenta que nos bombardeia com certa frequência com emails contendo mensagens, vídeos,... é certamente um dos maiores spans que andam à solta por aí.

O mais grave é que o arsenal dele é gigantesco. Outro dia ele me mostrou em seu computador a quantidade de apresentações e vídeos que tem. Muito disso devidamente catalogado e ainda uma infinidade aguardando sua classificação. Uma munição que impressiona e mete medo. Se ele acordar qualquer dia desses com o pé esquerdo e der na telha de bombardiar o mundo, receio que teremos um novo apagão.

Este exemplar abaixo o recebi também através dele e não poderia deixar de posta-lo por aqui.

Não fosse apenas pela mensagem, a produção é impecável!

E quanto à você Pimenta, pode seguir bombardiando-nos, nem tudo agente lê, nem tudo nos agrada, mas esteja certo de que é de qualquer forma, sempre bem recebido.

Caso você tenha recebido este post por email, é preciso acessar o blog para ver o vídeo.

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Uma no cravo outra na ferradura

Virado pra lua e largo, são apenas alguns adjetivos que podem ser atribuídos ao mega ultra pop, top, empresário brasileiro Eike Batista- ou se preferir ser um pouco mais rebuscado, chame-o de Midas; e seu toque de ouro.

Certamente há muita competência em jogo, mas não podemos desprezar, digamos assim, certas ocorrências. A impressão que se têm é a de que tudo da certo para ele.

Recentemente acertou em cheio uma no cravo e outra na ferradura, como se diz por definição, defendeu muito bem ambos os lados da contenda! Veja os investimentos que ele já vinha fazendo no Rio de Janeiro, na Marina da Glória, que culminou até mesmo na compra do Hotel Glória, que infelizmente se encontrava decadente. Pois bem, de pano de fundo, andou saindo por aí que ele havia financiado, ou ajudado a financiar o processo para eleição do Rio para as Olimpíadas, o que como sabemos, acabou se confirmando. Sorte? Visão?

Mas não é só isto, acabo de tomar conhecimento que uma de suas empresas, a OGX, sua petrolífera, anunciou nesta segunda-feira a descoberta de petróleo em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos, cujo valor estimado dos reservatórios é de 400 a 500 milhões de barris. A propósito, 100% do bloco ao qual pertence este novo poço, pertence à OGX. Como se não bastasse, isso foi o que descobriram em águas rasas, mas segundo a empresa, a perfuração segue em andamento e há objetivos mais importantes e mais profundos a serem atingidos.

Lá no nordeste seguramente diriam assim; O cabra arretado!
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A indulgente intransigência

Seria mesmo muita petulância minha querer julgar o comportamento do STF diante dessa batata assada que eles têm nas mãos com o caso Batistti.

De qualquer modo, como minha simpatia pelo Ministro Gilmar Mendes não é das melhores, confesso que sempre tendo inevitavelmente a ver o copo mais vazio em seu caso. É que ele conseguiu, pelo menos sob o meu ponto de vista, criar sua imagem à imagem do antipático, do enrustido; o que se diz daquele que não assume sua condição. Não sei porque, mas tenho sempre a sensação em suas entrevistas de tê-lo como se ele estivesse num dique, represando seus sentimentos mais primitivos e quase incontidos.

Na verdade o que me moveu redigir este post, foi mais uma vez sua indulgente intransigência. Até parece que os demais ministros combinaram voto entregando assim a decisão ao Ministro Gilmar Mendes, que como ministro do Supremo, mais uma vez foi indulgente consigo mesmo, levantou a bandeira branca da cautela e compreensão, não porque o seja assim, mas porque para mim, claramente não quer assumir o ônus dessa decisão.

Me lembro muito bem em uma de suas recentes entrevistas onde ele se preocupava em colocar-se em nível de igualdade, importância e independência junto ao Poder Executivo. Referia-se a uma decisão que o STF havia tomado e que parecia não estar sendo acatada pelo Executivo. Intransigente como parece ser, obviamente com os outros, não consigo mesmo, atacou, defendendo sua posição, tal qual o fez quando da roupa que lavou com o Ministro Barbosa.

Eu bem sei que há particularidades em cada caso, em especial como este que envolve questões internacionais, diplomáticas... mas seja como for, não foi dado ao Ministro Gilmar Mendes o direito e mais do que isto, a responsabilidade pela decisão?

Pois bem, neste caso, ele preferiu ser intransigentemente indulgente, mas consigo mesmo, e certamente encontrará uma forma legal de não assumir esse filho.

A propósito, me fez lembrar duma estória sobre advogados que um grande amigo me contou esta semana. Tratava-se da virgem que tentou se casar por diversas vezes, com um engenheiro, médico, arquiteto,... e todos sempre morriam às vésperas do casamento, o que a frustrava muito estando por tantas vezes prestes a perder a castidade. Mas enfim teve uma brilhante idéia e a comunicou assim à sua mãe: pela quarta vez procuro um outro homem para oferecer-lhe minha virgindade, mas vou me casar com um advogado, afinal eles podem até nos enrolar por muito tempo, mas no final das contas eles sempre acabam nos fudendo!
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Enquanto ainda choramos sutilmente

Não fosse obviamente pela voz, mas particularmente pela expressão, provavelmente o George Harrison estaria irreconhecível neste vídeo. Um concerto feito para Bangladesh em 1971... a propósito, já faz algum tempo e me lembra que eu nasci quase aí, em 72.

While my guitar gently weeps
Letra e música de George Harrison
Contemplo o mundo e observo o seu movimento.
Enquanto a minha guitarra chora suavemente.
Com cada erro, nós certamente aprendemos.
E minha guitarra continua a chorar suavemente.
Eu não sei como você foi divertida.
Você foi pervertida também.
Eu não sei como você foi invertida.
Ninguém te alertou.
Eu olho você toda, vejo o amor que aí dorme.
Enquanto minha guitarra chora suavemente.


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Algumas boas especulações, é disso o que você precisa

Já em outras oportunidades citei um livro chamado "Os Axiomas de Zurique".

Trata-se de um livro pequeno, portanto de leitura rápida, que num primeiro momento pode até parecer um livro de auto ajuda e que trata de aspectos de investimento com pouca profundidade ou até mesmo certa fantasia. Respeito quem pensa assim, mas eu em particular não tenho essa opinião. Acho mesmo é que esclarece e desmistifica muita coisa, em especial relacionada ao comportamento de um investidor e também seus agentes financeiros, corretores, que fazem questão de criar alegorias pra justificar suas comissões e no final do dia, agir de maneira tão simples como prescreve esse livro.

Como não dá pra resumir o seu conteúdo num único artigo, começo por esse, contendo sua introdução.

Em linhas gerais, o livro revela os segredos, na verdade, o comportamento financeiro, de um grupo exclusivo de homens que, depois da Segunda Guerra Mundial, resolveu ganhar dinheiro investindo em várias frentes. Ganharam muito dinheiro e transformaram a Suíça num dos países mais abastados. Enfim, o assunto é: apostar para ganhar. Aqui vão alguns trechos introdutórios:

"Isto talvez dê a impressão de que se trata de um livro para todo mundo. Não é. Claro, todo mundo quer ganhar; mas nem todo mundo quer apostar, e é aí que reside uma diferença da maior importância.

Muita gente, a maioria provavelmente, quer ganhar sem apostar. Este é um desejo perfeitamente compreensível, não há nada de errado nele. Na verdade, muitos dos mais antigos ensinamentos sobre a ética do trabalho frisam bem isto. Dizem-nos que correr riscos é uma tolice. Uma pessoa prudente não corre riscos maiores que os exigidos pelos termos básicos da existência humana. Viver bem é ganhar a vida com o suor do próprio rosto - algo meio aborrecido, talvez, mas seguro. Mais vale um pássaro na mão...

Qualquer adulto sabe que a vida é um jogo. Muitos, provavelmente a maioria, sentem-se bastante infelizes com este fato, e passam a vida buscando meios e modos de aceitar o menor número de apostas possível. Outros, porém, fazem justamente o contrário, e, entre estes, os suíços.

Na vida, para qualquer espécie de ganho - em dinheiro, em estatura pessoal, o que quer que se defina como "ganho" -, você tem de arriscar um pouco do seu capital material e/ou emocional. Tem de comprometer dinheiro, tempo, amor, alguma coisa. Esta é a lei do universo.

Observando isto, os suíços concluíram que a maneira sensata de levar a vida não é fugindo aos riscos, mas expondo-se deliberadamente a eles. É entrar no jogo. Apostar. Mas não à maneira irracional. Ao contrário: apostar com cautela e deliberação; apostar de maneira tal que grandes ganhos sejam mais prováveis que grandes perdas - apostar e ganhar.

É possível isto? Com toda certeza. Existe fórmula para consegui-lo. "Fórmula" talvez não seja a palavra adequada, uma vez que sugere ações mecânicas e ausência de opções. Melhor seria dizer "filosofia". Essa fórmula, ou filosofia, consiste de 12 profundas e misteriosas regras para se assumirem riscos, os chamados "Axiomas de Zurique".

Ao primeiro contato, os Axiomas são um pouco assustadores. Não são do tipo de conselhos sobre investimentos que a maioria dos assessores costuma oferecer. Na realidade, contradizem alguns dos mais estimados clichês da indústria do aconselhamento financeiro."


Ja dizia o pai do escritor... "não pense apenas em termos de salário. Ninguém fica rico através de salário, e há muita gente que fica pobre. Tem que ter mais do que isso. Algumas boas especulações, é disso o que você precisa."

E assim, vou postando por aqui, de pouco em pouco, cada um destes axiomas, dando a devida importância que merece cada um deles.
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